Mãos de poeta
- Mariana Nabor
- 15 de nov. de 2022
- 1 min de leitura
#ficaadica: Ler escutando a música - Turning Page (versão instrumental)

Nas mãos do poeta o amor dança entre os dedos
Formando linhas no espaço entre ele e a poesia
Nessa hora, pouco se sabe do final
Ele só escreve, como se fosse sua vida estivesse por um fio
Como se fosse engolir o mundo para dentro de si, numa golada só
Nas mãos do poeta o amor, às vezes, não faz sentido
Anda na contramão da sanidade, enlouque as linhas do papel
Torna a caneta pesada e borra a paz que carrega
Mas a dor carregada nas mãos o move até cansar
E no cansaço, mesmo assim, ele continua a amar
Nas mãos do poeta o amor é o protagonista
De toda a história contada, ele aceita toda a complicação
Quantas vezes, tentou repelir e escrever outras palavras
Pensou em desistir, pois assim, não escreveria mais sobre isso
Mas no final, sabe, que o que todo mundo quer é gostar
Nas mãos do poeta o amor é despedida
Pois não se ama o eterno, não se a ama o depois
Se aceita o agora, se aceita o que é
É... nas mãos do poeta o amor dança entre os dedos
Pois é impossível escrever sobre a vida e não aceitar o amor
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